terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Saúde confirma mais quatro casos de dengue; moradores são das regiões norte e sul

 Apesar da redução de 85% em relação a 2016, risco da transmissão da doença é permanente; em 2017 foram confirmados 59 casos em Marília. População precisa fazer a sua parte

Apesar da queda de 85% no número de casos positivos, em relação a 2016, o risco de transmissão da dengue não pode ser ignorado. A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde confirmou, nesta terça-feira (19), quatro casos em uma semana. Em 2017, o total de moradores atingido soma 59. O controle da doença, alertam especialistas, depende da combinação entre ações de combate do município e colaboração da população.

Os quatro casos mais recentes foram registrados no Jardim Julieta e Jânio Quadros (zona norte) e Planalto e Vila Real (zona sul). As outras três regiões do município, incluindo o centro, também tiveram casos nas últimas semanas.

“O risco de transmissão na cidade é praticamente uniforme. Evidente que a maioria dos novos casos tendem a surgir nas áreas mais populosas, mas o vetor está por toda a cidade e nesta época do ano, sua reprodução é favorecida pelo clima. Por isso a importância de eliminar criadouros”, alerta Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica em Marília.

O município trabalha com estratégias diversas, como a visita dos agentes aos sábados e horários diversificados, para que os moradores sejam encontrados. Atua também no bloqueio de nebulização no imóvel e imediações, sempre que um caso é confirmado, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

DENGUE MATA

É importante lembrar que a dengue pode matar. Na manifestação clássica, os sintomas são febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar e apetite, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, manchas e erupções avermelhadas na pele, moleza e dor no corpo, além de ores nos ossos e articulações.

O agravamento, com risco de morte é indicado pelos seguintes sintomas: dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória e perda de consciência.

Em 2017, conforme a secretaria municipal da Saúde, não houve nenhum óbito confirmado pela doença. Não há notificações de zika e chikungunya.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Júlio César de Carlis

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