quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Congresso Regional da Associação Paulista de Saúde Pública acontece nesta sexta e sábado

Arte de divulgação do evento: site www.apspmarilia.com.br/congresso.php
‘Evento satélite’ é preparatório para o Congresso Estadual em novembro; em discussão o momento da saúde no Brasil, sob a perspectiva da política e das transformações sociais

Acontece nesta sexta-feira e sábado (18 e 19 de agosto) o 15º Congresso da APSP (Associação Paulista de Saúde Pública), em fase regional, organizado pelo Núcleo Marília. O evento conta com cerca de 300 inscritos e será realizado no auditório da Reitoria da Unimar (Universidade de Marília). A abertura será às 18h30, com a presença de lideranças estaduais da área de saúde pública, autoridades, profissionais, estudantes, comunidade e ativistas da saúde pública.

O tema provocativo “Saúde é política: Há uma grande desordem sob o céu…” propõem uma ousada discussão do momento da saúde pública no Brasil, sob a perspectiva da política e das transformações sociais. A programação conta com formatos dinâmicos, incluindo um “café com arte”, mostras, cursos e sala de conversa.

Em Marília, o Congresso conta com o apoio do poder público local, através da Secretaria Municipal de Saúde, bem como adesão dos centros de formação superior em saúde: Famema (Faculdade de Medicina de Marília, Unimar (Universidade de Marília) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

A coordenadora estadual do evento, Ana Lúcia Pereira, explica que os debates estão acontecendo nos congressos organizados pelos núcleos regionais de São Paulo, como preparação para o Congresso da entidade que será realizado entre os dias 02 e 04 de novembro, na Capital do Estado. 

“Como corresponsável na discussão das políticas de saúde no estado, a Associação realiza seu Congresso, dessa vez, de forma mais ousada, de maneira descentralizada, para que possamos trazer trabalhadores de todas as partes do Estado. Fazemos um convite a uma discussão que, nesse momento, é primordial”, destacou.

Márcio Travaglini, ex-secretário de saúde de Marília e coordenador regional da APSP afirma que é fundamental discutir a saúde pública. “No momento em que tantas mudanças estão sendo sugeridas, no campo da política, da previdência, a perspetiva dos impactos importantes com a Emenda Constitucional 95, que limitou os recursos para Saúde e Educação, precisamos discutir qual saúde o Brasil quer fazer, como cada cidadão pretende influenciar nesse debate”, destacou.

O vice-presidente da Associação, que estará em Marília, José Alexandre Buso Weiller, destacou que o objetivo é ouvir todas as regiões, no contexto da saúde pública, para que o Congresso estadual possa caminhar também para outros campos, intersetoriais.

“Vamos discutir também espaços urbanos, produção do saber, temas mais amplo para mobilizar ainda mais e ‘tirar’ uma agenda, centralmente e localmente, para pautas as ações que a Associação desenvolverá nos próximos dois anos. O Congresso tem esse papel”, disse.

SERVIÇO

O evento começa às 13h, com a mostra “O cotidiano do trabalho em saúde visto através de diversos olhares”. As atrações prosseguem durante a tarde e às 18h30 acontece a solenidade de abertura. 
A “Sala de Conversa” com o tema Saúde é Política terá como “provocador” Luís Carlos Casarin, dentista sanitarista e ex-Secretário da Saúde do Município de Jundiaí. Os debatedores serão José Carlos Lopes, docente do Departamento de Epidemiologia e Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Marcos Tadeu Del Roio, docente do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Unesp Marília. A programação completa pode ser conferida no site www.apspmarilia.com.br/congresso.php

Texto: Carlos Rodrigues

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

UBS Costa e Silva homenageia o médico Gustavo Alberto Godoy Pereira

Dr. Gustavo Alberto Godoy Pereira percorria distritos e atendia pacientes

 Nome do pioneiro da saúde pública preventiva foi atribuído em 2002, quando foi feita a última ampliação na unidade


Localizada ao lado de uma fonte, junto a uma praça ampla no bairro Costa e Silva, a UBS (Unidade Básica de Saúde) que atende a população da região homenageia a memória do médico Gustavo Alberto Godoy Pereira. Ele teve a trajetória marcada como um precursor da saúde pública preventiva na cidade. O espaço foi reformado pela Prefeitura de Marília e será reinaugurado sem setembro.

Gustavo Godoy nasceu na cidade de Bebedouro, região de Ribeirão Preto, e mudou-se para Marília ainda jovem. Foi médico do Exército, mas se notabilizou como profissional da saúde pública. Foi casado com Marly Canto de Godoy Pereira e teve sete filhos.

Dois deles trabalham na Secretaria Municipal de Saúde atualmente. É o caso da dentista Maria Inês Godoy Pereira, lotada no CEO (Centro de Especialidades Odontológicas). O outro filho que atua na saúde municipal é o médico Álvaro de Godoy Pereira Neto.

Médico com a filha a esposa
Maria Inês conta que as memórias do pai remetem a um homem trabalhador, dedicado à família e comprometido em salvar vidas. 

Godoy, como servidor do Estado, foi diretor do popular “Postão” que funcionava na avenida Santo Antônio, mais tarde transformado em NGA (Núcleo de Gestão Assistencial). Foi professor da Famema (Faculdade de Medicina de Marília), onde defendia um modelo de saúde até então inovador.

“Meu pai e mais alguns médicos da época trouxeram a saúde pública preventiva para Marília. Na época não existia o SUS (Sistema Único de Saúde) e quem não podia pagar, dependia do extinto INPS (Instituto Nacional de Providencias Sociais). Quem não trabalhava e adoecia, sofria muito”, conta a dentista.

Na formatura da filha Inês
Grande parte da população morava na zona rural. Maria Inês conta que o médico, juntamente com amigos abnegados, ia até os distritos para atender a população mais carente nas casas, num esforço que mostrou, mais tarde, a necessidade e eficiência de um modelo como o ESF (Estratégia Saúde da Família), atualmente em vigor.

A família será homenageada durante a reinauguração da UBS “Gustavo Alberto Godoy Pereira”, no bairro Costa e Silva. O evento está marcado para o próximo dia 16 de setembro, a partir das 09h, na praça “Marcelino Medeiros”, ao lado da unidade de saúde.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Arquivo Familiar

Reforma da UBS Costa e Silva é concluída; reinauguração acontece no próximo dia 16

Unidade ganhou banheiro com acessibilidade, sala específica para Papanicolau, pintura e reparos; mobília será trocada

Após a inauguração das novas instalações da UBS (Unidade Básica de Saúde) Santa Antonieta (zona norte) a Secretaria Municipal de Saúde de Marília e a Secretaria de Obras Públicas entregam à comunidade da região sul da cidade a reforma da UBS Costa e Silva. Há 15 anos o prédio não recebia novos investimentos, desde a ampliação em 2002. 

Enfermeira Alessandra Karan Khalil
A unidade é referência para os moradores dos bairros Costa e Silva, Monte Castelo, Continental, Parque São jorge, Aparecida Nasser, Guarujá, Itaipu, Parati Portal do Sol e parte do Fragata. A população atendida é estimada em cerca de 14 mil pessoas.

A UBS está sob a gerência da enfermeira Alessandra Karan Barbosa Khalil e conta atualmente com médicos (clínico, pediatra e ginecologista), equipe de enfermagem, dentista, agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, auxiliar administrativo e serviços gerais. 

INVESTIMENTO

Foram investidos R$ 117.224,59, entre recursos próprios e recursos liberados pelo Ministério da Saúde. A unidade ganhou banheiro com acessibilidade próximo à sala de espera e recepção, sala específica para Papanicolau, pintura e reparos internos. O mobiliário passará por atualização. 

“Tivemos uma melhora significativa, com mais conforto para atender a população. Foi feita uma reorganização do espaço e agora temos uma sala reservada para esse procedimento às mulheres. Era uma necessidade antiga, que nesta reforma foi contemplada”, disse Alessandra.

QUALIDADE

A secretária municipal de Saúde, Kátia Ferraz Santana, destacou que a ambiência é um dos requisitos para a qualidade. Ela ressaltou a sensibilidade do prefeito Daniel Alonso, que oferece o respaldo necessário à pasta para as conquistas também na área de infraestrutura.

“O setor de projetos, o Núcleo de Manutenção e o Apoio da Atenção Básica têm se empenhado muito e proporcionado soluções para os principais problemas que encontramos em relação a estrutura física das unidades. Com o respaldo do Executivo, avançamos a cada dia”, disse a gestora, que conta ainda com a parceria das secretarias de Obras, Planejamento, Fazenda, entre outras.

O prefeito Daniel Alonso lembrou que existem intervenções emergenciais e imediatas que já foram realizadas, como a regularização da aquisição dos medicamentos, intensificação das cirurgias de Catarata e outras ações permanentes. 

Outras iniciativas, como a reforma e adequação das unidades, seguem uma programação e prosseguirão para que Marília tenha, em breve, uma rede de saúde com toda infraestrutura necessária e serviços de excelência.

“Nosso agradecimento aos servidores, que fazem a diferença e nos permitem avançar na meta de melhorar substancialmente a saúde em Marília. Vamos continuar trabalhando e, certamente, a saúde que vamos entregar será totalmente diferente da que recebemos no início deste ano”, disse o prefeito.

SERVIÇO

A UBS, que recebe o nome “Dr. Gustavo Alberto de Godoy Pereira”, em homenagem ao médico que atuou na saúde pública em Marília, está localizada à rua Fernando Fontana, 300, bairro Costa e Silva. O telefone é o (14) 3451-5233 / 3417-8480.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Júlio César de Carlis

Campanha de Multivacinação começa dia 11; Marília terá dia ‘D’ nas unidades de saúde

Pelo menos 14 vacinas poderão ser atualizadas no período de campanha
Rede municipal se mobiliza para atualizar caderneta de vacinação; alvo são crianças e adolescentes

Pais, mães e responsáveis por crianças e adolescentes têm um compromisso a mais com a Saúde neste mês de setembro. Começa no próximo dia 11 a Campanha Nacional de Mutivacinação, uma oportunidade para manter atualizada a carteirinha de vacinação. Em Marília, as 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e 37 equipes USF (Unidade Saúde da Família) serão mobilizadas.

A supervisora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Alessandra Arrigoni Mosquini, explica que a ação será voltada para menores de cinco anos, para crianças de nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos.

Serão atualizadas pelo menos 14 vacinas que fazem parte do calendário vacinal para estas faixas etárias. O SUS (Sistema Único de Saúde) garante a gratuidade a todo cidadão, independente se o usuário tem ou não plano de saúde. É importante, porém, apresentar o cartão de vacinação.

A secretária municipal de Saúde, Kátia Ferraz Santana, informou que todas as unidades de saúde estão sendo preparadas e haverá, na cidade, uma grande mobilização no dia 16 de setembro, quando acontece o dia D. “Com o esforço das nossas equipes e o engajamento de todos, a informação chega à população. Temos colhido bons resultados nas campanhas. Não será diferente”, disse a gestora.

Kátia destacou ainda que é preciso manter o desempenho. “Ainda são notificadas doenças e complicações que poderiam ser prevenidas com vacinas, por isso a importância da conscientização das famílias e aumento da cobertura vacinal”, alertou a secretária.

A enfermeira responsável pelo Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Renata Rodrigues Plácido, lembra que na cidade, em 2017 já foram realizadas várias campanhas, como a intensificação contra a febre amarela, Influenza e, recentemente, HPV, hepatite B e meningite C.

Todas as vacinas seguem disponíveis na rede, com exceção da Influenza, que tem período sazonal no primeiro semestre. É muito importante que a população informe-se sobre a faixa etária indicada para cada imunização. Em relação às crianças com até cinco anos, a atenção deve ser redobrada.

MULTI

A partir de 2016, além dos menores de cinco anos e com nove anos completos, o Ministério da Saúde também ampliou o calendário para adolescentes de 10 a 15 anos incompletos. Em caso de dúvida, basta procurar a unidade.

Adultos também devem aproveitar a oportunidade para manter as vacinas em dia. Para segurança, é indispensável portar a caderneta e consultar regularmente a equipe de enfermagem da UBS (Unidade Básica de Saúde) ou USF (Unidade Saúde da Família) mais próxima.

Se a pessoa sabe onde foi imunizada, é possível também obter informação sobre o registro de vacina anteriormente aplicada. A campanha que começa dia 11 vai até 22 de setembro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3402-6500.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: EBC

Agosto dourado: Banco de Leite é convidado em evento sobre amamentação

Profissionais de saúde da maternidade e da SMS
A supervisora do Banco de Leite Humano (BLH), serviço da Secretaria Municipal da Saúde de Marília, enfermeira Sandra Domingues, participou como palestrante de evento promovido pela Maternidade e Gota de Leite. O movimento “Agosto Dourado” é dedicado à amamentação. O encontro aconteceu na tarde desta segunda-feira (14).

Na oportunidade, foram abordados temas relativos à importância da rede de apoio para estímulo ao aleitamento materno junto à plateia formada por profissionais de saúde da maternidade e da Secretaria Municipal de Saúde. 

A presidente da Gota de Leite, Virgínia Maria Pradella Balloni, deu as boas-vindas à Sandra Domingues e lembrou da época em que o Banco de Leite Humano atuava diretamente na instituição. 

Conforme as coordenadoras dos serviços, está se desenhando uma nova parceria em que o BLH terá presença constante na Gota de Leite auxiliando na orientação às parturientes além de captar doadoras.

Representando Kátia Ferraz, secretária Municipal da Saúde, Antonio Roberto Ruiz destacou o trabalho desafiador da equipe de enfermagem da maternidade “porque são as primeiras pessoas em contato com as mães” e, dessa forma, fornecem as orientações sobre a amamentação, auxiliando nas primeiras horas de vida dos bebês.

BENEFÍCIOS

Durante sua apresentação, Sandra Domingues destacou os benefícios do aleitamento materno: por ano, evita 823 mil mortes de crianças menores de cinco anos, no mundo; previne 20 mil óbitos de mulheres por câncer de mama; protege as crianças contra doenças respiratórias, entre outras. 

Ela citou ainda o aspecto financeiro, tendo em vista que algumas fórmulas de leite artificial chegam a custar 160 reais a lata.

Em Marília, assinalou a supervisora do BLH, de janeiro a julho de 2017, a Secretaria da Saúde gastou 233 mil reais com a aquisição de fórmulas distribuídas nas unidades de saúde, mediante receituário médico. 

Conforme disse, o fortalecimento da rede de apoio à amamentação diminuiria a necessidade de usar leites artificiais, além de reduzir o risco de várias doenças, refletindo em economia de recursos que poderiam ser empregados em outras áreas. Roberto Ruiz explicou que “90 por cento dos gastos com essas fórmulas são decorrentes de determinação judicial”.

Sandra Domingues afirmou que o Banco de Leite Humano possui atuação expressiva tanto na orientação das mamães, através de consultas agendadas no ambulatório do BLH, como na captação de leite que é retirado no domicílio da doadora, realizando ainda a pasteurização e distribuição do leite humano aos hospitais de Marília e região.

DEPOIMENTO

Presente ao evento, a fisioterapeuta Camomila Medeiros Gonçalves deu um depoimento enquanto amamentava a pequena Maria, de um ano e seis meses. Ela relatou as dificuldades da “pega” no primeiro dia e que, com determinação e apoio do marido Álvaro Gonçalves, conseguiu amamentar mesmo com os problemas de rachadura nos mamilos, dor etc. Até os seis meses a filha foi alimentada exclusivamente com lei materno e hoje, aos 18 meses, continua mamando por livre demanda.

“Esse é um exemplo de que querer é poder. É preciso fortalecer a rede de apoio para que as mães possam amamentar seus filhos”, assinalou Sandra Domingues. Ela concluiu conclamando os participantes a multiplicarem as informações e contribuírem com a difusão do Banco de Leite Humano que desde 1984 salvou milhares de vidas e recebeu selo de excelência do Ministério da Saúde pelo seu trabalho.

Mais informações podem ser obtidas diretamente no serviço especializado. O Banco de Leite Humano está localizado à rua XV de Novembro, 50, telefone (14) 34138696.

Texto:Célia Ribeiro
Fotos: Victhor Wesley

 Legendas:

Foto 01: Virgínia Balloni e Sandra Domingues (Crédito: )
Foto 05: Camomila e Maria, Sandra Domingues, Virgínia Balloni, Roberto Ruiz e Enfª Patricia Gilio (Crédito: Victhor Wesley)
Foto 07: Entrada da Gota de Leite (Crédito: Victhor Wesley)

Foto 10: Maria sendo amamentada durante o evento (Crédito: Célia Ribeiro)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Marília recebe oficina regional com os 61 municípios da Direção Regional de Saúde

Iniciativa é do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo e DRS-IX

Secretários municipais e representantes de 61 municípios que compõem a DRS-IX (Direção Regional de Saúde), participam nesta sexta-feira (11) em Marília de oficina de elaboração do Plano Municipal de Saúde. A iniciativa é uma proposta do Consems/SP (Conselho dos Secretários Municipais de Saúde), uma organização não governamental para cooperação entre os municípios.

Médica sanitarista Aparecida Linhares
O documento, elaborado com base nas prioridades de cada cidade, é uma das principais ferramentas de gestão. Para apoiar os secretários sobre as atualizações em legislação e procedimentos, o Conselho elaborou novo manual âmbito nacional e orientou a realização de oficinas.

O encontro foi aberto pela diretora da DRS-IX, Cristina Togashi. Ela destacou a importância do plano municipal, que precisa ser atualizado e refletir as necessidades de cada localidade. A identificação destas prioridades pode ocorrer nas conferências de saúde dos municípios.

A secretária municipal de Saúde de Marília, Kátia Ferraz Santana, deu boas vindas aos participantes e lembrou que o espaço na sede da pasta está aberto para ações e atividades que promovam o diálogo intermunicipal. “Acreditamos que a cooperação vai nos levar mais longe. Dessa forma construímos soluções para todos, não apenas para um ou outro município”, destacou.


Kátia Ferraz Santana, secretária anfitriã da Oficina
Além de Marília, participam administradores das CIRs (Comissão Intergestores Regional) de Adamantina, Assis, Ourinhos e Tupã. Juntas, as cinco regiões somam a área da DRS-XV e atendem mais de 1 milhão de habitantes, compartilhando recursos, conhecimento e estruturas de saúde.

A oficina é ministrada pelas médicas sanitaristas, referências nacionais na área, Aparecida Linhares Pimenta e Lídia Tobias Silveira. Participam ainda os apoiadores das CIRs que funcionam na região. No total, em São Paulo 30 profissionais com experiência em gestão de saúde pública trabalham para auxiliar 66 comissões.

“O plano municipal considera, por exemplo, a característica da localidade. Por exemplo, se no meu município existe uma curva diferente do Estado e da região em um indicador, como mortalidade infantil ou dengue, vou focar ações nesse sentido”, explicou Aparecida.

A secretária de saúde do município de Bernardino de Campos, Maria Emília Branite de Oliveira, destaca a importância do encontro. “Realizamos a conferência na nossa cidade e foi uma oportunidade para identificar as prioridades. Agora vamos para o plano. A oficina é fundamental para que o documento seja corretamente elaborado”, disse.

O encontro termina na tarde desta sexta-feira, porém a cooperação intermunicipal segue por meio das ações do Cosems, articulação das CIRs e iniciativas da DRS-IX. “Temos avançado muito usando essa estratégia. A saúde pública tem que ser tratada de forma técnica, não pode ser objeto de interesses ou disputas políticas. No diálogo com os secretários, temos certeza de que esse pensamento é predominante”, disse Kátia Santana.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Júlio César de Carlis

Cidade tem série de ações para marcar ‘Agosto Dourado’ e incentivar amamentação

Bebê recebe a principal (não a única) vacina que precisará em sua vida
Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Banco de Leite, incentiva ações nas unidades de saúde; Maternidade promove palestra

Agosto é o mês do movimento global pela amamentação. Em Marília uma série de ações são realizadas, por meio de diferentes instituições e entidades, para destacar a importância do ato de amamentar. Estão previstas palestras, oficinas, orientações às mães, encontros técnicos entre profissionais, atividades em unidades de saúde e decoração na cor dourada, que remete ao tema

O leite materno pode ser comparado a uma vacina. Ele ajuda a construir a imunidade da criança. A enfermeira Sandra Domingues, supervisora do O BLH (Banco de Leite Humano), um serviço da Secretaria Municipal de Saúde, explica que foram transmitidas instruções, por meio da equipe de coordenadoras da Atenção Básica, a todas as unidades de saúde de Marília.

Sandra Domingues, supervisora do BLH de Marília
“Nosso esforço é para que as unidades de saúde do município abordem o tema nos grupos de gestantes, realizem consultas e ações de incentivo à puericultura, captem doadoras e alimentem o Sisvan – Sistema de Vigilância Alimentar Nutricional”, disse.

Foram sugeridos às equipes promover a decoração das unidades, realizar outras ações educativas, como palestras, teatros, vídeos, fotos, desenhos; além de confecção de materiais para orientações às gestantes e puérperas quanto à amamentação.

Comunicado do Banco de Leite foi encaminhado a todas as unidades, reforçando o convite à II Mostra Municipal de Aleitamento Materno, com o tema nacional ‘Trabalhando juntos para o bem comum’. A agenda completa das ações institucionais da Secretaria Municipal de Saúde, com as respetivas datas, será divulgada em breve.

Reunião sobre amamentação e doação de leite humano, na USF Pe. Nóbrega
Os objetivos, explica Sandra, são ampliar a conscientização sobre a amamentação, atender mulheres e sanar dúvidas para que o ato seja facilitado, reconhecer e valorizar as iniciativas bem sucedidas na rede do SUS (Sistema Único de Saúde).

As unidades mais engajadas na proposta do Agosto Dourado serão premiadas durante o Chá das Doadoras, com previsão para o mês de setembro. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail agosto.dourado@gmail.com. As ações contam com a parceria do Nepem (Núcleo de Educação Permanente), Grupo Técnico Saúde da Criança, do Adulto, Divisão de Projetos, Atenção Básica, entre outros setores e serviços da Secretaria Municipal de Saúde. 

PARCERIA

A supervisora também ministrará palestra na Associação Feminina e Maternidade Gota de Leite, a convite da instituição. O evento, marcado para o próximo dia 14, às 14h. O evento é destinado aos colaboradores, pacientes e outras puérperas que recebem atendimentos pós-parto.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Júlio César de Carlis

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Marília promove ações de combate à Leishmaniose e participa de evento estadual

Menor que Aedes, mosquito palha 'carrega' protozoário que causa a doença
Equipe da Vigilância Epidemiológica local vai a SP; Fórum de Leishmaniose Visceral reúne municípios

Doença grave que acomete humanos e pode levar à morte, a Leishmaniose Visceral está entre os grandes desafios da saúde pública no país. Para reforçar a importância das ações, ampliar o conhecimento e envolver a comunidade, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove de 07 a 11 desde mês a “Semana de Prevenção e Controle da Leishmaniose”. Profissionais de Marília participaram, nesta terça-feira (08), de evento na Capital Paulista.

O lema #Euapoioefaçoparte, lançado em todo o Estado, busca uma mobilização social para alertar a população sobre o risco da doença que acomete cães e humanos. É causada por um protozoário transmitido pela picada do Lutzomyia longipalpis, conhecido como “mosquito palha”.

Menor que o Aedes Aegypti, o inseto não precisa de água parada para se reproduzir, mas de material orgânico fartamente encontrado em quintais. Em 2017 a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde notificou 11 casos humanos na cidade. 

As duas confirmações mais recentes da doença foram registradas em novas áreas de transmissão: Altaneira (zona leste) e Alto Cafezal (oeste). Desde 2011, quando começou a transmissão, não ocorreu nenhum óbito por leishmaniose na cidade, segundo a vigilância.

AVANÇO

Gráfico mostra, aos participantes do evento, evolução da LA
Primariamente, a leishmaniose visceral é uma zoonose caracterizada como doença eminentemente rural, mas que se adaptou à área urbana nos últimos anos. A densidade de cães (que torna-se hospedeiros, após serem picados pelo inseto) e o acúmulo de matéria orgânica aumentam os riscos. Em toda a América Latina, a transmissão tem avançado em novos territórios.

De 1999 a 2014, foram confirmados 2.712 casos autóctones no Estado de São Paulo, com mortalidade de 8,6%. A presença do vetor foi constatada em 177 municípios paulistas.

Alessandra Arrigoni e Luciana Stroppa
O Fórum realizado na Capital é uma das ações da Semana Nacional de Controle e Combate a Leishmaniose, instituída por lei federal em 2012. O calendário da Saúde destaca 10 de agosto como o Dia Nacional de combate à doença.

Marília foi representada no evento pelas enfermeiras Alessandra Arrigoni Mosquini e Luciana Stroppa, que atuam na Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Elas acompanham as notificações e agravos nos pacientes, bem como orientam as equipes que trabalham na prevenção e tratamento..

“A cooperação técnico-científica, bem como a mobilização e o compartilhamento das informações sobre as ações bem-sucedidas são muito importantes. O desafio que está sendo encarado hoje por Marília é comum a muitas cidades. Estamos engajados e precisamos do apoio de todos para conter a transmissão. Não podemos facilitar para o mosquito”, disse Alessandra.

Os esforços devem ser tanto do Estado quanto dos municípios. Em Marília, funciona desde o início do ano o GT Leishmaniose (Grupo Técnico) que trata o tema e reúne, entre seus membros, profissionais com perfil técnico da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias).

AÇÕES

Inquérito canino; identificação de animais contaminados
A cidade realiza as principais ações preconizadas pelo Ministério da Saúde, ou seja, orientação e ações de Educação em Saúde através dos agentes comunitários e agentes de endemias; diagnóstico precoce através das equipes das unidades de Saúde; tratamento dos casos humanos (hospitalar e ambulatorial); monitoramento de cães infectados pelo parasita, por meio da Divisão de Zoonoses.

Marília também realiza a limpeza periódica de áreas públicas e ações de conscientização para que os moradores mantenham os quintais limpos. Na região do bairro Jânio Quadros (zona norte), onde é verificada a transmissão mais intensa em 2017, caminhões percorrem as ruas para a coleta de materiais orgânicos que não podem ser colocados no lixo residencial doméstico, como galhos, folhas, madeira e objetos em decomposição.

Transmissão da Leishmaniose em Marília começou em 2011

A cidade apresenta casos da doença em humanos desde 2011, quando foi confirmada uma notificação de leishmaniose visceral na zona norte. Em 2014 foram outras duas ocorrências e em 2015 mais uma. Em 2016 o número disparou: foram dez casos.

Sem ações específicas de controle nos últimos três anos, o avanço prosseguiu. Em janeiro deste ano, quando assumiu a pasta, Kátia Santana, alertou sobre os riscos e articulou a formação do Grupo Técnico.

No primeiro semestre foram confirmados nove notificações positivas da doença, todas na mesma região, sendo cinco no Jânios Quadros e Alcides Matiuzzi. Por isso, ações de controle naquela região foram intensificadas.

É orientação do Grupo Técnico, para controle da doença, a eliminação dos galinheiros e chiqueiros dos quintais dos imóveis urbanos. Os animais fornecem sangue (alimentação) para o mosquito-palha, além de viverem em ambientes de difícil asseio, propícios para a reprodução do inseto.

CONHEÇA O INIMIGO

O pequeno inseto se alimenta do sangue de cães, porcos e galinhas. No caso dos animais de estimação, além de serem contaminados e desenvolverem a Leishmaniose Visceral Canina, tornam-se hospedeiros do protozoário causador a doença. 

O mesmo protozoário atinge o organismo dos humanos, através da picada do mosquito contaminado. Por isso a importância da limpeza dos quintais e higiene e cuidado com a saúde dos cães. Atualmente, o tratamento do cão não assegura o fim do ciclo de transmissão da doença.

SINTOMAS

A Leishmaniose é uma doença sistêmica. Em humanos é caracterizada por febre de longa duração, perda de peso, fraqueza muscular e anemia, entre outras manifestações. Quando não tratada, pode provocar a morte em mais de 90% dos casos.

Em cães, podem ocorrer perda de peso, falta de apetite, apatia, feridas de pele que não cicatrizam, feridas nas orelhas, lesões oculares, falta de pelo entorno dos olhos. Nos casos em que os rins são afetados, os animais bebem muita água e urinam em grande quantidade. Os sintomas também demoram a surgir nos cães, que podem transmitir a doença mesmo sendo assintomáticos.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Divulgação


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Congresso da Associação Paulista de Saúde Pública tem inscrições prorrogadas

Márcio Travaglini, coordenador do Núcleo da APSP 
Encontro será realizado nos dias 18 e 19; política e saúde, sob a perspectiva do SUS, estão em pauta

O Congresso da APSP (Associação Paulista de Saúde Pública), organizado pelo Núcleo Regional, teve inscrições prorrogadas. Interessados têm até o dia 11 para se inscrever pelo site www.apspmarilia.com.br.

O tema provocativo é “Saúde é política: Há uma grande desordem sob o céu…”, tema que será discutido nos dias 18 e 19 de agosto.

O novo formato estimula os debates nos oito núcleos regionais no Estado, como preparação para o evento estadual da entidade, que será realizado entre os dias 02 e 04 de novembro, em São Paulo. A conferência de Marília conta com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde, Famema (Faculdade de Medicina de Marília, Unimar (Universidade de Marília) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O público-alvo são docentes, acadêmicos e pesquisadores da área da saúde; conselheiros de saúde, lideranças da comunidade, além de profissionais de saúde em geral. As vagas para o evento são limitadas. Os interessados em apresentar trabalhos devem entrar em contato para mais informações.

O médico Márcio Travaglini Carvalho Pereira, ex-secretário municipal, coordena o Núcleo Marília da APSP. Ele destaca a necessidade do debate franco e da reflexão sobre a saúde pública, em meio às transformações políticas.

“As conquistas da saúde pública no Brasil estão totalmente suscetíveis às decisões políticas, muitas vezes, desacertadas. O profissional precisa promover essa discussão para se fortalecer, como uma voz mais ativa na discussão do sistema, que está seriamente ameaçado, sobretudo após a Emenda Constitucional 95/2016, que congela os recursos da Saúde pelos próximos 20 anos”, disse Márcio.

FAMEMA

A enfermeira Katia Terezinha Alves Rezende, doutora em Saúde Pública pela USP (Universidade São Paulo – Ribeirão Preto) e docente da Famema, afirma que na atual crise política e econômica, também há implicações para a saúde. “Temos que encontrar maneiras de recuperar a motivação dos trabalhadores. Certamente, só vamos conseguir com maior envolvimento, com participação”, disse.

UNIMAR

Para a médica sanitarista Maria Elizabeth da Silva Hernandes Corrêa, doutora em Saúde Pública pela USP e coordenadora da Diretoria de Ensino e Pesquisa do HBU (Hospital Beneficente Unimar), o evento, com este novo formato, contribui para levar à São Paulo o olhar das regiões.

“Há uma urgência em entender como o atual momento político está impactando na saúde pública e ninguém melhor que os profissionais, nas diferentes regiões e realidades de trabalho, para apontar esse impacto e como faremos para preservar as conquistas da saúde pública em meio ao caos”, observa.

UNESP 

Aila Narene Dahwache Criado Rocha, terapeuta ocupacional, doutora em Educação pela Unesp de Marilia e docente da instituição, afirma que o Congresso Regional será um espaço privilegiado, que possibilitará a participação de profissionais interessados em refletir e discutir SUS.

“Este evento pretende ter um sentido maior, político e de mobilização de toda nossa comunidade, a fim de identificar propostas para romper barreiras sociais econômicas e políticas que envolvem a saúde”, define.

SECRETARIA MUNICIPAL

A Secretária Municipal de Saúde, Kátia Ferraz Santana, afirma que um novo olhar sobre a saúde pública é imprescindível. “O funcionamento e resolutividade do SUS estão diretamente relacionados à implementação de uma política pública mais atualizada, plural e com princípios éticos. Não podemos continuar admitindo essa vulnerabilidade que o sistema sofre em função das políticas partidárias. Os governos passam, o sistema permanece. Não pode haver retrocesso”, destacou.

SERVIÇO – O 1º Congresso da APSP contará com mostras e encontros em diversos formatos, como sala de conversa, debates e plenária. A programação será concluída com a aprovação do Relatório “Saúde é Política: nossa contribuição!”

Entre as presenças, destaque para Luis Carlos Cesarin (ex-secretário de Saúde de Jundiaí), José Carlos Lopes (docente do Departamento de Epidemiologia e Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) e Marcos Tadeu Del Roio (docente do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp – Marília).

O evento acontece na Unimar, localizada à avenida Higino Muzzi Filho, 1001, Campus Universitário. Mais informações estão disponíveis pelo site www.apspmarilia.com.br

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Divulgação

Treinamento acrescenta 56 enfermeiras capacitadas para testes rápido na cidade

Reunião de equipe, durante preparação para o treinamento em Marília
Curso de três dias será realizado pelo Programa de Prevenção às ISTs da Secretaria Municipal em parceria com a Unimar

Mais 56 profissionais de enfermagem que atuam nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), USFs (Unidades Saúde da Família) e no HBU (Hospital Beneficente Unimar) serão capacitadas para realização de testes rápidos para HIV, hepatites virais e sífilis. Treinamento de três dias será realizado, com duas turmas, para ampliar o diagnóstico precoce e combater as doenças.

Serão duas etapas, cada grupo com 28 profissionais. A primeira turma receberá as instruções entre amanhã e quinta-feira. A próxima turma será capacitada na semana seguinte, também entre terça e quinta-feira. O treinamento aborda questões técnicas dos testes e das doenças, além do preparo psicológico do profissional, que em muitos casos terá que dar a notícia indesejada ao usuário.

A enfermeira Alessandra Pereira, coordenadora do Programa de Prevenção às ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) da Secretaria Municipal de Saúde, explica que o curso é uma parceira entre a saúde municipal e a Universidade de Marília. 

“No caso do hospital universitário, que conta com uma maternidade, será oferecida a possibilidade dos testes (não obrigatórios) às mães. As gestantes já fazem o acompanhamento durante o pré-natal, mas o teste no serviço hospitalar é uma forma para que possamos reduzir ainda mais a transmissão vertical, ou seja, da parturiente para o bebê”, explica.

Em relação à rede básica de saúde, o objetivo do curso é ampliar o número de profissionais capacitadas e atingir, já em setembro, 100% das unidades de saúde com profissionais habilitados a realizar o teste rápido. A cidade conta com 12 UBSs e 37 equipes atuando no modelo USF.

AVANÇO DAS ISTs

O Ministério da Saúde padronizou nova nomenclatura para as chamadas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), que passaram a ser classificadas como ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). A mudança amplia o rigor científico, mas também busca uma revitalização dos conceitos e das ações, já que tem sido crescente o número de novos casos.

Somente em julho, foram realizados em Marília 492 testes rápidos para hepatites virais, sendo 161 em ações extramuros e os demais na sede do SAE/CTA (Serviço de Atendimento Especializado e Centro de Testagem e Aconselhamento) e nas UBSs e USFs. 

Em três testes para hepatite C, os resultados foram positivos. Com os novos casos deste mês, subiu para 12 o total notificado no ano à Vigilância Epidemiológica no município.

Já em relação a sífilis, as equipes realizaram 401 testes no mês, sendo 159 no ônibus da Saúde. Entre todos que se submeteram ao procedimento, 25 descobriram que estão com a doença e já tiveram tratamento iniciado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Também foram oferecidos testes rápidos para Aids. Em julho foram 337 exames, sendo 117 em ações extramuros. Mais cinco casos positivos foram identificados, com os pacientes encaminhados para atendimento especializado no SAE.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Divulgação