segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Prefeitura dialoga com protetores e anuncia ações de responsabilidade do Poder Público

 Castrações em áreas de risco de transmissão de leishmaniose e licitação para recolha, abrigo e destinação de animais são algumas das medidas anunciadas

Protetores independentes e dirigentes de ONGs (organizações não-governamentais) que atuam na cidade em defesa dos animais foram recebidos na tarde desta segunda-feira (15), pela administração municipal, para um diálogo sobre as responsabilidades do Poder Público e da sociedade, para solução dos problemas urbanos, riscos à saúde, maus tratos e abandono.

O grupo que representou várias organizações e voluntários (desvinculados de entidades) foi recebido pelo chefe de gabinete Márcio Spósito; a secretária municipal da Saúde, Kátia Santana, o procurador Alisson Souza e Silva e técnicos da Saúde (Divisão de Zoonoses e Vigilância Epidemiológica).

Os voluntários foram ouvidos pelos gestores e pontuaram questões que vão da castração e incentivo à posse responsável à necessidade de um local para permanência de animais abandonados, para tratamento e doação.

A secretária da Saúde elogiou a atuação dos protetores e destacou a importância de separar o que é bem-estar animal – uma área de apoio ligada ao Meio Ambiente, em que o Poder Público também tem responsabilidades – das ações de saúde pública que envolvem animais. 


“Os recursos da saúde, quando empregados na questão dos animais, tem um foco na preservação da vida humana. Por isso, no caso das castrações, por exemplo, vamos implementar esse ano 1,2 mil castrações a mais na cidade. Esses procedimentos, porém, só poderão ser feitos, pelo menos inicialmente, na região com maior risco de transmissão de leishmaniose”, explicou.

A Prefeitura também não pode, com recursos da Saúde, investir em medicações ou ração, por exemplo. Márcio Spósito, chefe de gabinete, ressaltou que o município está comprometido com uma política de bem-estar animal e posse responsável, mas as ações são focadas na área de meio ambiente e política pública urbana.

“Vamos fazer uma licitação para contratar uma empresa que ficará responsável pela recolha, guarda, alimentação e doação de animais abandonados. É um compromisso nosso, mas tem que ser feito pela via legal, através de um processo licitatório”, destacou.

A enfermeira Luciana Stroppa, integrante da equipe da Vigilância Epidemiológica, explicou as medidas que estão sendo realizadas no controle ambiental, como a ação tríade na zona norte da cidade, área com maior número de casos em humanos.

São três frentes: educação em saúde junto à comunidade, manejo ambiental (limpeza) e inquérito canino, que consiste no exame dos cães da área e orientação aos moradores sobre os cuidados com os animais domésticos.

A Prefeitura reforçou a importância dos protetores para a importância de parceiras, com as ONGs e voluntários, para trabalhos como Educação Ambiental voltado aos animais domésticos, incentivo à posse responsável e Educação em Saúde, para o controle de zoonoses.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Mauro Abreu

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Zoonoses capacita agentes de saúde; coleta de materiais orgânicos recomeça segunda, 15

Agentes já trabalham na orientação aos moradores dos bairros onde caminhões irão recolher os resíduos

Moradores de cinco bairros da zona norte de Marília, área com maior risco de transmissão de leishmaniose, poderão colocar em frente as casas materiais orgânicos como galhos, folhas, madeira e objetos sujeitos a apodrecer nos quintais a atrair o mosquito-palha, causador da doença. Para ampliar a capacitação de agentes comunitários de saúde, veterinários da Divisão de Zoonoses ministraram um treinamento. Os vereadores Cícero do Ceasa e João do Bar participaram e irão colaborar para a mobilização da comunidade. 

Os resíduos que serão recolhidos são aqueles que, em geral, não podem ser levados pela coleta do lixo residencial doméstico. É importante que os moradores usem sacos plásticos no caso das folhas, material apodrecido ou fezes.


Durante o mês de janeiro e fevereiro, o caminhão da campanha de combate à leishmaniose passará às segundas, quartas e sextas-feiras no Jardim Santa Antonieta e Renata; às terças-feiras no JK e às quintas no Alcides Matiuzzo e Jânio Quadros. O Jardim Renata será atendido após a conclusão no bairro vizinho.

Não serão recolhidos móveis e outros utensílios de uso doméstico não relacionados aos riscos para leishmaniose. Para esse tipo de material, haverá mutirão específico durante o ano, com datas a serem divulgadas pela Prefeitura.

SOMOS TODOS AGENTES 

Os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde), ACEs (Agentes de Combate a Endemias), Supervisores de Saúde, junto com os veterinários, e demais colaboradores da Divisão de Zoonoses estarão envolvidos na chamada “ação tríade”. 

A população em geral também precisa participar, por isso o envolvimento de lideranças como os vereadores Cícero e João do Bar, que prestigiaram a capacitação e se comprometeram a ajudar na organização dos moradores.

São três frentes: educação em saúde junto à comunidade, manejo ambiental (limpeza) e inquérito canino, que consiste no exame dos cães da área e orientação aos moradores sobre os cuidados com os animais domésticos.


A veterinária Tiaciana Donatti dos Reis, coordenadora da Divisão de Zoonoses, tem percorrido as unidades de saúde para municiar os agentes de saúde com informações. Ao lado do veterinário Lupércio Garrido Netto e demais integrantes da equipe, ela ministrou treinamento essa semana para os agentes do Santa Antonieta e Jardim Renata. 

“Acreditamos que a ação tríade é capaz de desacelerar a transmissão e controlar a doença”, disse a veterinária. “Essa capacitação é de suma importância e será levada para outras unidades. Precisamos que, em termos de informação, a cidade toda tenha esse conhecimento. Nossos agentes são os multiplicadores”, completou Lupércio.

GALINHAS E CHIQUEIROS

A exemplo da guerra ao Aedes Aegypti, o combate ao flebótomo (mosquito-palha) exige mobilização social. Mas as semelhanças param por aí. O inseto que transmite a leishmaniose se reproduz em meio à matéria orgânica, como galhos, folhas secas, restos de madeira, frutas apodrecidas, fezes de animais e outros rejeitos em decomposição. 

Por isso, é fundamental que a população vistorie os quintais e elimine os focos. Os agentes de saúde também orientarão sobre a proibição à criação de porcos e galinhas no perímetro urbano. 

A prática é vedada pelo Código Sanitário Estadual, disposto pelo item I do artigo 14 da lei 10.083/98 e artigo 538 do Decreto 12.342/78, ambos válidos em todo território paulista. As criações propiciam ambientes favoráveis a proliferação do mosquito, oferecendo farta matéria orgânica para a fêmea botar os ovos e sangue para a alimentação do mosquito. 

Além das galinhas, o mosquito-palha se alimenta do sangue dos cães, que acabam sendo reservatórios do parasita e adoecem. Por isso a importância de proteger os animais domésticos. A medida mais eficiente, conforme recomendação dos veterinários, é o uso de coleiras químicas adequadas que afastam os insetos.

Em 2017, foram registrados 14 casos positivos. Outras três ainda estão sob investigação. Não houve nenhum óbito pela doença, conforme dados da Vigilância Epidemiológica do município.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Júlio César de Carlis

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Saúde prepara ação concentrada contra leishmaniose em mais três bairros na zona norte

Coordenadora da Zoonoses e supervisor de Saúde orientam agentes durante reunião na UBS Santa Antonieta

Haverá coleta de materiais orgânicos no Jardim Santa Antonieta, Renata, Alcides Matiuzzo, além da sequência dos trabalhos iniciados em 2017 no Jânio Quadros e JK


A Secretaria Municipal da Saúde de Marília prepara, para este mês, ampliação da área de ação concentrada no combate à leishmaniose. Caminhões irão circular em mais três bairros da zona norte, além do JK e Jânio Quadros (iniciados em 2017), para recolher materiais orgânicos que os moradores serão orientados a deixar em frente às casas. A data de início da coleta ainda será divulgada.

Nesta terça-feira (09), a coordenadora da Divisão de Zoonoses, Ticiana Donati dos Reis, esteve na UBS (Unidade Básica de Saúde) Santa Antonieta e na USF (Unidade Saúde da Família Jardim Renata), acompanhada do supervisor de saúde da área.

Ela explicou como o trabalho será realizado. As coletas acontecerão às segundas, quartas e sextas-feiras no Jardim Santa Antonieta e Renata; às terças-feiras no JK e às quintas no Alcides Matiuzzo e Jânio Quadros.

“Vamos entrar com o manejo ambiental (coleta de materiais propícios ao mosquito transmissor da leishmaniose) e na sequência será iniciado o inquérito canino (coleta de sangue e exame dos cães) nestes bairros. Simultaneamente, será feito um trabalho forte de Educação em Saúde, envolvendo a comunidade”, disse.

Agente de saúde da USF Renata recebe orientação; bairro será atendido após conclusão no Santa Antonieta

“Combater a leishmaniose é um grande desafio, mas acreditamos que é possível reduzir a transmissão com estas ações concentradas. No Jânio Quadros, área onde já foi feito esse trabalho, não tivemos novos casos. Evidente que esse resultado é parcial e não podemos esmorecer, mas é uma indicação de que o caminho é esse”, disse.

ENVOLVIMENTO

A exemplo da guerra ao Aedes Aegypti, o combate ao flebótomo (mosquito-palha) exige envolvimento da população. Mas as semelhanças param por aí. O inseto que transmite a leishmaniose se reproduz em meio à matéria orgânica, como galhos, folhas secas, restos de madeira, frutas apodrecidas, fezes de animais e outros rejeitos em decomposição. 

Flebótomo, popularmente conhecido como "mosquito-palha" é o transmissor da Leishmaniose para humanos e cães
Por isso, é fundamental que a população vistorie os quintais e elimine os focos. Os agentes de saúde também irão orientar sobre a proibição à criação de porcos e galinhas no perímetro urbano. A prática é vedada pelo Código Sanitário Estadual, disposto pelo item I do artigo 14 da lei 10.083/98 e artigo 538 do Decreto 12.342/78, ambos válidos em todo território paulista.

As criações propiciam ambientes favoráveis ao transmissor da leishmaniose. Além das galinhas, o mosquito se alimenta do sangue dos cães, que acaba sendo reservatório do parasita que causa a doença. Por isso a importância de proteger os animais domésticos. A medida mais eficiente, conforme recomendação dos veterinários, é o uso de coleiras que afastam os insetos.

Em 2017, foram registrados 14 casos positivos. Outras três ainda estão sob investigação. Não houve nenhum óbito pela doença, conforme dados da Vigilância Epidemiológica do município.

Texto e fotos: Carlos Rodrigues

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Mortalidade infantil cai 15% neste ano em Marília; indicador é o menor da série histórica

Pela 1ª vez, taxa ficou em 6,67 a cada mil nascidos vivos; no ano passado indicador fechou em 11,47

O ano termina com uma redução histórica na mortalidade infantil em Marília. Dados da Secretaria Municipal da Saúde indicam que o número absoluto teve redução de 15%, na comparação com 2016. O coeficiente calculado com base no total de nascimentos e nos óbitos de crianças no primeiro ano de vida aponta que, pela primeira vez, a taxa ficou em 9,90 a cada mil nascidos vivos; no ano passado indicador fechou em 11,47.

Conforme o Núcleo de Informação, setor que acompanha as estatísticas da Saúde, a cidade de Marília somou 29 óbitos infantis em 2017, ante a 34 no ano anterior. A variação da série histórica dos seis anos anteriores indicam 41 em 2012, queda para 30 em 2013, aumento para 40 em 2014 e redução para 32 no ano seguinte.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza, como meta, taxas inferiores a 10 óbitos/mil nascidos vivos, índice mais comum apenas nos países desenvolvidos. O indicador alcançado por Marília em 2017 está acima da média histórica regional, do Estado e do País.

A secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana, que é mestre em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) explica que a mortalidade infantil reflete as condições socioeconômicas de uma determinada população. 

Realização de pré-natal, alimentação, condições sanitárias e de moradia, acesso a tratamentos preventivos, entre outros, estão relacionados. Em geral, avanços no desenvolvimento econômico e na Educação tendem a reduzir mortalidade infantil.

“Nosso desejo é que esse número fosse zero, o que seria estatisticamente improvável uma vez que existem causas inevitáveis. Mas sabemos, porém, que existem muitas causas evitáveis de mortalidade. Isso significa que os esforços precisam ser intensificados, para que a curva de redução não pare e vidas possam ser salvas”, destacou Kátia.

O médico ginecologista, ex-secretário municipal da Saúde e integrante do Comitê Regional de Controle da Mortalidade Infantil e Materna, Luiz Takano, reforça a preocupação da secretária de que é possível reduzir os indicadores. No caso dos bebês, a prematuridade e outras complicações relacionadas à condição de saúde da mãe estão entre as principais causas.

“A Atenção Básica (rede de unidades de saúde) tem um papel muito importante, por conta do pré-natal. De forma geral, vemos o fortalecimento dessa rede, mais informação entre os usuários e apesar de a nossa cidade ter experimentado uma expansão muito rápida, com novos bairros, há um esforço do Poder Público em ofertar serviços de saúde em todos os níveis de atenção”, destacou o médico ginecologista.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Júlio César de Carlis

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Programa de Prevenção a ISTs/Aids premia unidades de saúde pela campanha ‘Fique Sabendo’


Equipes das USFs Cavalari, Palmital II, Toffoli, Teruel e UBS Santa Antonieta foram destaque

Motivar e envolver equipes de saúde da atenção básica para ampliar diagnóstico, vincular pacientes e promover a prevenção à Aids e ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Com este objetivo, a Campanha “Fique Sabendo” 2017 foi realizada em Marília de forma dinâmica e participativa. Em encerramento oficial à ação, as unidades que se destacaram foram premiadas.

Certificados foram entregues às equipes com maior envolvimento (que realizaram maior número de testes rápidos). O Programa de Prevenção, vinculado à Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, premiou as USFs (Unidade Saúde da Família) Cavalari, Palmital II, Toffoli, Teruel e UBS (Unidade Básica de Saúde) Santa Antonieta.

Meriene Ferrarezi Chiari, do Palmital, ao centro
Para a enfermeira, Meriene Ferrarezi Chiari, do Palmital, a premiação simboliza um importante reconhecimento. “Com certeza, esse feedback às equipes gera motivação. É a certeza de que o nosso esforço está repercutindo e gerando resultados para a população”, declarou.


Fabiana Veronez Gimenez, da UBS Santa Antonieta, agradeceu o suporte da Secretaria Municipal da Saúde, por meio dos setores envolvidos. “Durante a campanha, tivemos a segurança necessária para a realização dos testes, com a entrega adequada dos insumos, respostas rápidas e decisões acertadas”, elogiou.

Participaram também as enfermeiras Tálitha Magnani Padula, Marina Raquel Ribeiro Evangelista e Ediane Cristina Martins, que representaram, respectivamente, as equipes da USF Tofoli, Cavalari e Teruel.


EMPODERAMENTO

Um dos diferenciais da campanha deste ano, na avaliação da enfermeira Alessandra Pereira, responsável pelo Programa Municipal de ISTs/Aids, foi a descentralização e o envolvimento. Com criatividade, as unidades promoveram eventos especiais, decoração dos ambientes e divulgação.

“É preciso que haja um empoderamento das unidades, ofertando serviços", destaca Alessandra, à frente da Vigilância
“O ‘Fique Sabendo’ 2017 não foi feito pelo SAE, mas por toda a rede, valorizando o papel das unidades. Com essa capilaridade, ficamos mais próximos das comunidades, em consonância com o que o SUS (Sistema Único de Saúde) preconiza”, destacou Alessandra Pereira, que fez a entrega dos certificados ao lado das apoiadoras da Atenção Básica.

Alessandra Arrigoni, enfermeira e supervisora da Vigilância Epidemiológica, lembou que a campanha é tradicional e tem data especificada (geralmente a semana em que incide o dia 01º de dezembro). Porém, a realização do teste rápido para doenças sexualmente transmissíveis deve ser rotina nas unidades e faz parte das atribuições da rede básica.


“É preciso que haja um empoderamento das unidades, ofertando serviços. Podemos reduzir os riscos do nosso usuário ter um diagnóstico tardio. Podemos evitar que ele entre na rede já como paciente de alta complexidade”, alertou a supervisora.


Ela lembra que, sobretudo na atenção básica, o sistema único é focado na prevenção. “O SUS é melhor que qualquer plano de saúde, porque oferece o que nenhum outro oferece: teste rápido, vacina, prevenção a arboviroses, busca ativa de sintomáticos e muitos outros serviços”, declarou Arrigoni.

FIQUE SABENDO

A mobilização resultou em um total de 1.468 exames (em uma semana) para detectar novos casos de ISTs e Aids na cidade. No total, 30 positivos foram identificados, sendo que duas amostras tiveram resultado positivo para HIV, 23 para sífilis, uma para Hepatite B e quatro para o tipo C. 

Todos os pacientes foram orientados sobre os procedimentos, para que tenham tratamento completo pelo SUS. Nos casos de Aids e Hepatites a referência é o SAE. Já os pacientes com sífilis são atendidos na unidade de saúde mais perto da residência.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Júlio César de Carlis

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Saúde resgata credibilidade, reestrutura serviços, investe em unidades, frota e Farmácias Municipais

Secretaria Municipal da Saúde encerra o ano com enfrentamento e redução na transmissão de doenças, ampliação da vacinação, 14 veículos novos e valorização dos trabalhadores

Balanço da Secretaria Municipal da Saúde de Marília aponta avanços, durante o ano de 2017, nas áreas prioritárias para a população, incluindo melhorias na rede básica, assistência farmacêutica qualificada, controle de doenças, frota e relacionamento com fornecedores e prestadores de serviços. A gestão da pasta é feita de forma técnica, com aprovação do Comus (Conselho Municipal da Saúde) e apresentação de resultados de forma transparente ao Legislativo.

A cidade conta com 12 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), 37 equipes do programa ESF (Estratégia Saúde da Família), Upa (Unidade de Pronto Atendimento) sob contrato de gestão com a HBU e um PA (Pronto Atendimento) sob gestão própria, na zona sul.

"Fórum da Atenção Básica Saúde em Movimento", que reuniu centenas de servidores da Saúde do município
São dezenas de programas, que oferecem atendimento por meio das unidades especializadas, como a Policlínica, o CEO (Centro de Especialidades Odontológicas), os dois Caps (Centro de Atenção Psicossocial – Catavento e Com-Viver), a rede de Farmácias Municipais, a Unidade de Fisioterapia, Banco de Leite, Cerest (Saúde do Trabalhador), SAE (ISTs/Aids), entre outras.

“Foi um ano difícil, é verdade, mas não será lembrado por isso. Será lembrado pelo respeito e valorização do SUS, pelos esforços de priorizar pessoas e promover avanços estruturais com responsabilidade. Isso se deve à confiança do prefeito Daniel Alonso e ao profissionalismo das nossas equipes”, disse a secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana.

Sem o endividamento de exercícios anteriores na pasta, a expectativa para o próximo ano é de avanços ainda maiores em obras e ampliação dos serviços.

INFRAESTRUTURA

Em 2017 foram entregues à população duas UBSs, nos bairros Santa Antonieta (zona norte) e Costa e Silva (sul). A primeira estava abandonada desde maio de 2016, quando foi inaugurada a UPA e fechado o antigo PA Sul. Foram investidos recursos próprios e empregada mão de obra dos servidores da própria pasta, além de reeducandos.

Inauguração da UBS Santa Antonieta; conquista para a zona norte da cidade em maio

Já a segunda unidade, foi entregue pela construtora no final do ano, mas ainda dependia de acabamentos e intervenções que não estavam no projeto inicial, por isso ainda não havia sido inaugurada. A Prefeitura realizou a finalização e inauguração, no mês de agosto.

Empenhada em valorizar a assistência e a qualidade na entrega de medicamentos, a Prefeitura de Marília iniciou a execução do Plano de Reestruturação da Assistência Farmacêutica, entregando à população as duas primeiras unidades da rede: Farmácia Municipal Zona Norte e Zona Sul.

Investimento também no CEO (Centro de Especialidades Odontológicas). Localizado no bairro Nova Marília, o serviço funciona em prédio próprio, mas o local estava com infiltrações há, pelo menos, seis anos. Foram substituídas oito mil telhas, realizada nova pintura, ampliada uma sala e recuperados todos os ambientes internos que ficavam alagados a cada chuva. 

Ainda na área da saúde bucal, a Prefeitura de Marília adquiriu em 2017 oito novos gabinetes odontológicos, para substituir equipamentos que quebravam constantemente, gerando altos custos de manutenção e interrupção dos serviços.

A Secretaria Municipal da Saúde avançou em mais de 90% das obras da UBS Nova Marília e, em parceria com a Secretaria Municipal de Planejamento, acelerou a tramitação para que o ano de 2018 comece com quatro unidades de saúde em construção ou reforma: USF Santa Paula/Marajó, Jardim América III, Maracá e Palmital.

FROTA

Em 2017 a Prefeitura de Marília adquiriu 14 veículos para a Secretaria Municipal da Saúde. Dois são coletivos para transporte de pacientes e estão lotados na Central de Ambulâncias (micro-ônibus com acessibilidade para pacientes) e no Caps Com-Viver, que recebeu uma van para atividades de inclusão psicossocial.


Os demais, adquiridos com recursos vinculados a programas específicos, foram recebidos pela Vigilância Epidemiológica (dois Fiat Palio Weekend), Cerest (dois Ford Ka), Caps-i Catavento (um Ford Ka), Divisão de Zoonoses (duas caminhonetes GM Montana e um GM Spin); SAE (um GM Spin) e Vigilância Sanitária (dois Ford Ka).


Os novos carros permitiram, por consequência, realocar para o setor da Sub-frota da Saúde veículos em melhores condições para o TFD (Tratamento Fora de Domicílio), para viagens de pacientes. O município aguarda repasses solicitados, inclusive, em emendas parlamentares para aquisição de ambulâncias para o Samu e Central de Ambulâncias.

GESTÃO DE PESSOAS

Desde o início de 2017, a Secretaria Municipal da Saúde realiza um trabalho de fortalecimento da Divisão de Atenção Básica, que atua como apoio técnico às UBSs e USFs.

O movimento também envolve os serviços responsáveis por atendimentos especializados, os grupos técnicos que atuam nas linhas de cuidado estabelecidas pelo Ministério da Saúde, como Saúde da Mulher, da Criança, do Adulto, Saúde Mental (entre outros), além de setores estratégicos como a Divisão de Zoonoses e Vigilância Epidemiológica.

A ação começou com oficinas internas na Secretaria, chegou às unidades e teve momentos de grande reflexão, como “I Fórum Atenção Básica em Movimento”, coordenado pelas médicas Maria Elizabeth da Silva Hernandes e Maria Cecília Cordeiro Dellatorre, ambas com vasta experiência em saúde pública e pesquisadoras atuantes no universo acadêmico.

Concurso público municipal, realizado pela Fundação Vunesp, está entre as ações de valorização. Os procedimentos previstos no edital estão em andamento e em breve será divulgada a classificação dos candidatos aprovados para 100 vagas, em seis cargos.

A Secretaria também fortaleceu a relação ensino-serviço, recebendo centenas de alunos ao longo do ano. Ofereceu ainda oportunidade de informação aos servidores municipais, inclusive com cursos de especialização gratuito do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa.

GESTÃO FINANCEIRA

Mesmo com as dificuldades financeiras enfrentadas por todos os municípios, agravada em Marília pelo endividamento nos últimos anos, a cidade tem honrado os compromissos financeiros. O ano termina com os pagamentos dos prestadores em dia, após a Prefeitura ter honrado compromissos (realizado pagamentos) de um total de R$ 3.744.142,21. Em 2016, o município despendeu em pagamentos R$ 1.908,443,14, ou seja, apenas metade do valor.

A Secretaria Municipal da Saúde elevou em 20%, neste ano, o investimento na compra de medicamentos. Além disso, pagou R$ 2.168.847,55 referente a débitos de remédios comprados nos anos anteriores e que estavam pendentes.

O município ampliou a oferta de serviços, como a cirurgia de catarata, mamografia e cirurgias nas especialidades de ortopedia, otorrinolaringologia e urologia. Para sanar um dos principais gargalos, a Prefeitura intensificou o número de cirurgias de catarata e realizou mil procedimentos em 2017, um grande crescimento ante as 68 cirurgias feitas durante todo o ano de 2016. 

CREDIBILIDADE

Para obter estes resultados na gestão da saúde, o município manteve diálogo com setores técnicos do Ministério da Saúde, qualificou processos para apurar a produtividade da pasta, conquistou credibilidade e envolveu vereadores de todos os partidos.

Na mesa com a HBU (Unimar) e Santa Casa de Marília; atendimento intensificado à população

Negociações com os prestadores de serviços foram realizadas ao longo do ano, a fim de melhorar as condições dos contratos e resolutividade dos serviços, favorecendo a população que depende do SUS.

De janeiro a outubro (período com dados já consolidados) a saúde municipal realizou, por meio de sua rede e dos serviços parceiros, um total de 890.829 mil exames, 1,1 milhão de consultas/atendimentos ambulatoriais e 17.443 pequenas cirurgias.

VIGILÂNCIA / ZOONOSES

Em 2017, Marília registrou redução de mais de 80% no número de casos de dengue confirmados,  o menor indicador dos últimos cinco anos. Mesmo com transmissão moderada e índice larvário considerado “satisfatório”, as ações de controle não foram interrompidas.

A temporada com maior risco segue até meados do primeiro semestre e a cidade trabalha pautada por um programa de prevenção e por um plano de contingência, a ser executado conforme haja variação da curva de transmissão.

Marília foi uma das cinco cidades escolhidas no Brasil, para pesquisa inédita visando eliminação de Aedes

O município também abriu, em 2017, a “caixa-preta” da leishmaniose. A secretária Kátia Ferraz Santana alertou sobre o problema e divulgou dados relativos a 2016, que até então eram desconhecidos da população. 

O enfrentamento com ações de limpeza, informação à população, exames e castrações (1.213 cães castrados) entre outras medidas, reduziram a velocidade da transmissão na principal área afetada. Neste ano, foram verificados 15 casos confirmados, contrariando uma previsão de explosão de novos casos dos especialistas. 

AVALIAÇÃO E RECONHECIMENTO

Para a secretária municipal da Saúde, Kátia Santana, os resultados devem ser encarados como parciais e não uma conquista consolidada. Da mesma forma, problemas ainda persistem e não existem “soluções mágicas”, mas um movimento de reconstrução.

“É possível construir uma saúde pública melhor, mais resolutiva, acolhedora, com melhores condições de trabalho e profissionais engajados e valorizados. Mas nosso trabalho não é feito para ser avaliado em meses”, disse a secretária.

Prefeito e secretária, em reunião com Rogério Luiz Zeraik Abdalla, do Ministério da Saúde
Kátia destaca que a condição atual supera, em muito, a realidade do início de 2017. “Se dermos uma olhada no retrovisor e, compararmos com o que vemos hoje, enxergamos muitos avanços. No horizonte, temos um cenário de expectativas e possibilidades, que certamente se consolidará. Temos a confiança e a visão do prefeito Daniel Alonso, com uma equipe determinada. Temos a segurança e o engajamento dos servidores, que sabem trabalhar e desejam o melhor para Marília”, declarou.

Os resultados da Secretaria Municipal da Saúde são apresentados à população a cada quatro meses, durante as audiências públicas realizadas na Câmara Municipal. As sessões são convocadas pelo Poder Legislativo. Informações sobre a próxima audiência podem ser obtidas pelos canais de comunicação da Câmara ou diretamente com o vereador de confiança do cidadão.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Arquivo / PMM

‘Fique Sabendo’ faz mais de 1,4 mil testes; Saúde encaminha 30 pessoas para tratamento

Durante campanha, foram acolhidas pela rede de saúde do município duas pessoas com HIV, 23 com sífilis, uma com hepatite B e quatro com hepatite C

A mobilização entre novembro e o início de dezembro, durante a Campanha “Fique Sabendo”, resultou em um total de 1.468 exames para detectar novos casos de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e Aids na cidade. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (20) pela Secretaria Municipal da Saúde. No total, 30 positivos foram identificados.

A enfermeira Alessandra Pereira, responsável pelo Programa Municipal de ISTs/Aids, afirma que a partir do diagnóstico, o mais importante é a inclusão na rede de atendimento. De acordo com a especificidade da doença, o tratamento pode ser feito nas próprias unidades de saúde, ou no SAE (Serviço de Atendimento Especializado).

“O desconhecimento da infecção sexualmente transmissível é um problema muito grande. Além de não se tratar, a pessoa que está com o vírus pode transmitir para inúmeras outras. A informação e o acolhimento adequado são formas efetivas de controle. Já a prevenção, acontece com o sexo seguro, ou seja, o uso de preservativos”, destacou a enfermeira.

Entre os dias 27 de novembro e 01 de dezembro, foram realizados 513 testes para HIV, a mesma quantia para sífilis, 221 para hepatite B e a mesmo número para o tipo C. Os exames foram feitos na rede de UBSs (Unidade Básicas de Saúde), USFs (Unidades Saúde da Família) e no SAE.

Duas amostras tiveram resultado positivo para HIV, 23 para sífilis, uma para Hepatite B e quatro para o tipo C. Todos os pacientes foram orientados sobre os procedimentos, para que tenham tratamento completo pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

PERFIL

Na distribuição por sexo, as mulheres foram mais receptivas à campanha. Do total de 513 pessoas que fizeram o teste para HIV, 292 são do sexo feminino. Os resultados apontam que os adultos entre 40 e 60 anos estão mais atentos: 201 estão nesta faixa etária. 

Foram feitos 27 testes para pessoas até 19 anos e 90 exames em idosos (mais de 60). O subgrupo gestantes, considerado prioritário em função da transmissão vertical, teve 15 mulheres examinadas. Mais da metade das pessoas examinadas (234) fizeram o teste pela primeira vez.

SERVIÇO  - O acompanhamento do SAE/CTA é mensal ou de acordo com a necessidade clínica do paciente. São oferecidos serviços de enfermagem, psicologia e médicos infectologistas, pediatra, ginecologista e dermatologista, assistente social. Os pacientes da unidade são atendidos de forma integral, com acesso a exames e retrovirais.

O SAE/CTA funcionam na rua Sete de Setembro, 793. O telefone para mais informações é o (14) 3451-2939.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Júlio César de Carlis

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Comitiva da Prefeitura de Botucatu vem à Marília conhecer modelo de Farmácias Municipais



Secretário Municipal da Saúde daquela localidade, cardiologista André Spadaro, esteve em Marília nesta quarta-feira (20) acompanhado de profissionais da equipe e visitou farmácias

O modelo de atendimento nas farmácias municipais, adotada pela Prefeitura de Marília, já mostra resultados e virou referência para outros municípios. Nesta quarta-feira (20), comitiva de Botucatu (distante 203 quilômetros de Marília) realizou uma visita técnica a duas, das três unidades já instaladas, nos bairros Santa Antonieta e Nova Marília. O Secretário Municipal da Saúde de Botucatu, André Spadaro, elogiou a assistência farmacêutica e estrutura oferecida aos marilienses.

Além do cardiologista que comanda a pasta, a comitiva contou com a participação da coordenadora de suprimentos Rosane Trevisani Kron e a farmacêutica Edwiges Denzen. Em Botucatu, a reestruturação do sistema para entrega de medicamentos está em estudo.


O grupo foi recebido pela Supervisora da área de Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal da Saúde de Marília, Rosângela Campanhã da Silva, e o coordenador de serviços administrativos da pasta, Antônio Roberto Ruiz.

Controle de estoque, almoxarifado, instalações físicas, recursos humanos e outros requisitos para instalação das unidades foram abordados durante a visita. Rosângela apresentou ambas as unidades, que funcionam em horário estendido em relação às UBSs e USFs (até às 18h) e têm como principal diferencial a presença permanente de profissionais farmacêuticos para orientação.


“O modelo de Marília chama atenção porque, conforme está sendo demostrando, cumpre importantes critérios de qualidade. É o que desejamos em Botucatu: organização, controle dos itens, atendimento qualificado e acesso à população, além de minimizar os riscos de faltar medicamentos”, disse o secretário da localidade paulista. 

TEM REMÉDIO

Em Marília, ainda está em andamento da Reestruturação da Assistência Farmacêutica, estão previstas quatro unidades fixas para atendimento (Norte, Sul e Centro) e Padre Nóbrega (reestruturada). Destas, apenas a central ainda aguarda para entrar em funcionamento.

Todas as unidades encontra-se devidamente abastecidas com os medicamentos padronizados, conforme o Ministério da Saúde. A relação consta um total de 251 itens, dos básicos aos restritos dispensados apenas para serviços de saúde.

“Para nós, é motivo de muita satisfação receber o secretário André Spadaro e sua equipe. A implantação desse modelo foi um passo corajoso, necessário, em que o município de Marília demostrou responsabilidade nessa importante área de atenção e muito respeito aos farmacêuticos e à população”, destacou Rosângela Camparnhã.

Mais informações sobre a Assistência Farmacêutica em Marília podem ser obtidas pelo telefone (14) 3402-4417.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Julio César de Carlis

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Saúde confirma mais quatro casos de dengue; moradores são das regiões norte e sul

 Apesar da redução de 85% em relação a 2016, risco da transmissão da doença é permanente; em 2017 foram confirmados 59 casos em Marília. População precisa fazer a sua parte

Apesar da queda de 85% no número de casos positivos, em relação a 2016, o risco de transmissão da dengue não pode ser ignorado. A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde confirmou, nesta terça-feira (19), quatro casos em uma semana. Em 2017, o total de moradores atingido soma 59. O controle da doença, alertam especialistas, depende da combinação entre ações de combate do município e colaboração da população.

Os quatro casos mais recentes foram registrados no Jardim Julieta e Jânio Quadros (zona norte) e Planalto e Vila Real (zona sul). As outras três regiões do município, incluindo o centro, também tiveram casos nas últimas semanas.

“O risco de transmissão na cidade é praticamente uniforme. Evidente que a maioria dos novos casos tendem a surgir nas áreas mais populosas, mas o vetor está por toda a cidade e nesta época do ano, sua reprodução é favorecida pelo clima. Por isso a importância de eliminar criadouros”, alerta Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica em Marília.

O município trabalha com estratégias diversas, como a visita dos agentes aos sábados e horários diversificados, para que os moradores sejam encontrados. Atua também no bloqueio de nebulização no imóvel e imediações, sempre que um caso é confirmado, conforme protocolo do Ministério da Saúde.

DENGUE MATA

É importante lembrar que a dengue pode matar. Na manifestação clássica, os sintomas são febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda do paladar e apetite, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, manchas e erupções avermelhadas na pele, moleza e dor no corpo, além de ores nos ossos e articulações.

O agravamento, com risco de morte é indicado pelos seguintes sintomas: dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; sonolência; agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória e perda de consciência.

Em 2017, conforme a secretaria municipal da Saúde, não houve nenhum óbito confirmado pela doença. Não há notificações de zika e chikungunya.

Texto: Carlos Rodrigues
Foto: Júlio César de Carlis

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Unidades do Caps e Caoim celebram o Natal com integração na comunidade

 Evento promovido pela Secretaria Municipal da Saúde reuniu cerca de 300 pessoas e marcou encerramento das atividades 2017

Com a proposta de integrar serviços, promover a prevenção e abrir as portas à comunidade, a Secretaria Municipal da Saúde de Marília realizou, na tarde desta quarta-feira, celebração de Natal para pacientes, familiares e moradores do Parque São Jorge e imediações (zona sul). O evento aconteceu no Caps (Centro de Atenção Psicossocial) Com-Viver, localizado na avenida João Ramalho.

Crianças e adultos receberam “papai” e “mamãe Noel” e assistiram apresentações artísticas dos próprios pacientes. Informações importantes foram compartilhadas no espaço da Saúde Bucal e durante as intervenções da equipe da Divisão de Zoonoses.

As crianças puderam brincar em um playground montado especialmente para elas. Teve ainda distribuição de pipoca, algodão-doce, cachorro-quente, salgadinho e refrigerantes. 

A integração reuniu cerca de 300 pessoas vinculadas, além do Caps anfitrião, ao Caps Infantil Catavento e Caoim (Centro de Atendimento a Obesidade Infantil de Marília). Lideranças comunitárias e autoridades prestigiaram a festa comemorativa.


O grupo de música orientado pelo psiquiatra Bruno da Cunha Tomaz e pela enfermeira Emmanuelle Filgueira Marino apresentou as canções “Superfantástico” e “É preciso saber viver”, interagindo com a plateia. 

Com o apoio dos alunos da Residência Integrada Multiprofissional da Famema, pacientes elaboraram e apresentaram o “jogral do Caps”. A paciente Cleuza dos Santos escreveu e interpretou o poema “O tempo”.

OLHAR SENSÍVEL

A secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana, lembrou que a Saúde Mental está entre as áreas de atenção à saúde que mais precisam ser prestigiadas. Ela lembrou a importância da construção de uma rede integrada e humanizada, com serviços que promovam diagnóstico, tratamento, inserção na comunidade e na família.

Para a psicóloga Simone Alves Cotrim Moreira, supervisora da Saúde Mental, tem havido avanços a partir de um olhar mais sensível, favorecendo a estruturação do serviço a partir das necessidades dos pacientes do Caps.

O secretário de Assuntos Estratégicos, Ricardo Mustafá, representou o prefeito Daniel Alonso e reiterou o compromisso do município para com todas as áreas de atenção da saúde, da rede básica às unidades especializadas.

SERVIÇO 

Atualmente, quase 300 pessoas recebem atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial do município, sendo 210 adultos (Com-Viver) e 80 crianças e adolescentes (Catavento). Já o Caoim atende cerca de 100 crianças e adolescentes a cada semestre. Mais informações sobre os serviços podem ser obtidas por meio do telefone (14) 3402-6500 ou nas unidades de saúde do município.

Texto: Carlos Rodrigues
Fotos: Júlio César de Carlis